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segunda-feira, 15 de maio de 2017

A caixa

Nota: Escrevi esse texto a dois meses. Eu estava bem mal nesse dia. Não lembro exatamente o porquê. Queria apenas dizer que não me sinto tão terrível assim atualmente.
E mais uma coisa: ele foi escrito, digamos, "ao vivo". Cada etapa que acontecia, eu transcrevia. Então é completamente real. Dá pra entender melhor sobre o que estou falando quando estiver lendo.
Lá vamos nós!
( E obrigada por estar aqui S2 )

Faz meses que não a pego nem examino seu conteúdo. São duas na verdade. Uma dentro da outra. A maior é completamente preta com detalhes em cinza. A menor é rosa com estampa de renda em preto. Elas estão na minha frente nesse momento. A caixa. Com meus produtos de maquiagem. Pego a paleta de sombras. Nem me lembro quando a usei. Sinto o cheiro da base. Não é ruim. Descubro que está vencida, mas não vou jogar fora. Usei, acho, quatro vezes. Está chovendo e a luz foi embora. Vou continuar a olhar as coisas e a escrever. Agora vejo o delineador. Esse usei a poucos dias, quando fiz tatuagens falsas no braço. Rímeis. São quatro. A dois meses usei quando fui a igreja. Lápis de olho e pó compacto; nem sei quando os ví. Na caixinha menor possui meus batons. Não consigo usá-los. Antes era todos os dias. Agora acho que pareço estranha. Mais estranha. A última vez deve ter sido a no mínimo seis meses. Outra paleta de sombras. É a mais velha que tenho. Comprei por 10 reais à uns cinco ou seis anos. Eu adorava ir pra escola com cores diferentes a cada dia. Um dia me disseram que eu estava bonita com a sombra preta. Se fosse hoje, não acreditaria. E por fim, bem no fundo, têm dois espelhos. Ainda bem que está escuro no quarto. Não quero encarar esses olhos distantes de quem não consegue se valorizar. A caixa está vazia. Agora sim, exatamente como me sinto.

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