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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Coração puro

**Fictício

Hoje acordei na balança: meio feliz, meio triste. É um dia especial, e eu devia pular de alegria. Acredito que minha mãe está mais feliz que eu, já que ama tanto comemorações.
Eu sou bem diferente das pessoas que conheço. Elas ficam muito animadas pelo motivo, e eu sou o oposto. Não discuto com ninguém sobre isso. Mas hoje não vou negar a quem me perguntar o porquê da minha expressão triste.
Já sinto um cheiro ótimo vindo da cozinha. Alguns murmúrios também. Vejo um laço no chão da escada. Com certeza todos me esperam.
Mãe, pai, irmã. Em uníssono gritam "Parabéns!". Dou um sorriso forçado. Vários abraços e beijos. Meu pai foi o último. E ele percebeu. Ví uma ruga de preocupação entre as sobrancelhas. Mas não disse nada.
Eu aceitei tudo que me ofereceram, desde a comida até os presentes. Depois de uma hora lá embaixo, volto pro quarto.
Minutos depois, a porta se abre lentamente. É ele. Claro que ele viria. Então perguntou o motivo da cara desanimada.
_Acontece pai, que eu tenho medo. Conhecer um mundo diferente, pessoas idiotas, virar alguém que não sou. Eu sei que é besteira, e inevitável. Eu fico feliz por viver, e sou muito grata mas...
_Filha, não entendo. O que quer dizer com tudo isso?
Suspirei e disse:
_Eu não quero deixar de ser criança, pai! Essa vida não pode acabar!
_Ah, minha querida! E quem disse que deve acabar? Você vai querer mudar um dia, mas depois é só se lembrar das boas coisas da infância e incorpora-las novamente. Todos devem ter um coração bom, e que maravilha seria um mundo com corações iguais ao seu! Crescer é necessário, mas as boas virtudes não devem sumir. Tenha o melhor de uma criança, bem aí, dentro de você. Sempre!
E foi assim que ele tornou meu aniversário  incrível!

_Feliz dia das crianças!

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